
DIREITO DESPORTIVO
O curso de Direito Desportivo faz parte do curso MASTER
EM GESTÃO DO FUTEBOL e tem a missão de subsidiar
o profissional de Direito, para que adquira formação
técnica específica para a atuação na
área do Direito Esportivo, bem como propiciar condições
para o desenvolvimento das competências e habilidades necessárias
à atividade no moderno campo do Direito Esportivo, capacitando
para a participação ativa na área de pessoal
no desporto, além do fornecimento de apoio técnico-jurídico-empresarial,
subsidiando o profissional para que adquira formação
técnica específica para a atuação na
área do Direito Esportivo.
HÁ UM NOVO PERSONAGEM NOS CLUBES DE FUTEBOL: O ADVOGADO
A Lei Pelé foi realmente uma carta de alforria para o jogador
de futebol, libertando-o dos grilhões do "passe"
que o prendiam ao clube e ao capricho e vontade do dirigente. Mas
aí começou a farra dos empresários e o dinheiro
dos clubes, quase todos em pré-falência, mudou de mãos.
Na esteira desses fatos, os advogados passaram a ter contrato com
os clubes porque foi instalada a bagunça jurídica
na interpretação das leis, códigos, portarias
e estatutos.
A FIFA tem seu modo de entender as coisas, a CBF
tem seus regulamentos e códigos, as Federações
ídem, o Código Civil é genérico, a CLT
tem dificuldades de discernir o que é contrato de trabalho
e direito de imagem. E quem paga a conta é o torcedor.
Pré-contrato, contrato de intenção,efeito
suspensivo, liminar, agente FIFA, gestor de carreira e tantos mais,
são figuras novas no mundo esportivo do futebol e o torcedor
que mal sabe calcular o valor de sua aposentadoria embaralha-se
com essas novidades. E como a grande maioria dos jogadores vem da
classe mais humilde da população, não há
como seguir na carreira e alcançar seus sonhos sem se prender
a um empresário, um agente e um advogado.
Já está mais que na hora de a FIFA
disciplinar de vez essas questões. Veja-se o seguinte: ela
obriga que em qualquer transação de jogador este seja
representado por um agente, que pode ser um agente-FIFA, o pai ou
irmão do atleta ou por um advogado do país de origem.
Mas as federações européias interpretam (sempre
o problema da interpretação das leis !) que um advogado
só pode atuar no país de origem e portanto nas transferências
nacionais.
ADVOGADOS ABREM ESPAÇO
NO DIREITO ESPORTIVO
Chegou a vez dos advogados tomarem conta do campo. Eles formam o
mais novo grupo a ganhar força no time de profissionais que
atuam na gestão esportiva. Não que os especialistas
em leis estivessem fora do mundo do desporto, eles já estão
lá há muito tempo. Nomes como o de Valed Perry, Heraldo
Panhoca, Carlos Miguel Aidar e de outros sempre estiverem diretamente
relacionados à atuação nessa frente.
A diferença agora é que as demandas
e oportunidades surgem em maior número, estimulando toda
uma nova geração de especialistas a se dedicar à
matéria. Nessa esteira, estão se consolidando no mercado
escritórios especializados e outros com divisões voltadas
exclusivamente para atender clientes com interesses no mundo dos
desportos.
Os catalisadores desse processo são a Lei Pelé (e
as tentativas posteriores de aperfeiçoamento dela), a Lei
de Responsabilidade do Futebol e também o Estatuto do Torcedor.
Juntos, esses códigos legais estão mudando o perfil
dos negócios dessa área e gerando oportunidades de
trabalho para quem se voltou para o direito esportivo. "As
mudanças na legislação desportiva colocaram
os profissionais do direito no centro decisório do esporte
no Brasil."
Exigências nas interpretações das leis, necessidades
de produzir contratos de atletas mais consistentes e adequação
das estruturas de clubes e empresas às mudanças na
legislação fazem parte do dia-a-dia desses escritórios. |